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    SANTO AGOSTINHO

    Paris, 1862

    16 – Entre essas estrelas que cintilam na abóbada azulada, quantas delas são mundos, como o vosso, designados pelo Senhor para expiação e provas! Mas há também entre elas mundos mais infelizes e melhores, como há mundos transitórios, que podemos chamar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, girando no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo mundos primitivos, de provas, de regeneração e de felicidade. Já ouvistes falar desses mundos em que a alma nascente é colocada, ainda ignorante do bem e do mal, para que possa marchar em direção a Deus, senhora de si mesma, na posse do seu livre-arbítrio. Já ouvistes falar das amplas faculdades de que a alma foi dotada, para praticar o bem. Mas ai!, existem as que sucumbem! Então Deus, que não quer aniquilá-las, permite-lhes ir a esses mundos em que, de encarnações em encarnações podem fazer-se novamente dignas da glória a que foram destinadas.

    17 – Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os felizes. A alma que se arrepende, neles encontra a paz e o descanso, acabando por se purificar. Sem dúvida, mesmo nesses mundos, o homem ainda está sujeito às leis que regem a matéria. A humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos desejos, mas está isenta das paixões desordenadas que vos escravizam. Neles, não há mais o orgulho que emudece o coração, a inveja que o tortura e o ódio que os asfixia. A palavra amor está escrita em todas as frontes; uma perfeita equidade regula as relações sociais; todos manifestam a Deus e procuram elevar-se a Ele, seguindo as suas leis.

    Nesses mundos, contudo, ainda não existe a perfeita felicidade, mas a aurora da felicidade. O homem ainda é carnal, e por isso mesmo sujeito às vicissitudes de que só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda tem provas a sofrer, mas estas não se revestem das pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são mais felizes, e muito de vós gostariam de habitá-los, porque representa a calma após a tempestade, a convalescença após uma doença cruel. Menos absorvido pelas coisas materiais, o homem entrevê melhor o futuro do que vós, compreende que são outras as alegrias prometidas pelo Senhor aos que tornam dignos, quando a morte ceifar novamente os seus corpos, para lhes dar a verdadeira vida. É então que a alma liberta poderá pairar sobre os horizontes. Não mais os sentidos materiais e grosseiros, mas os sentidos de um perispírito puro e celeste, aspirando às emanações de Deus, sob os aromas do amor e da caridade, que se expandem do seu seio.

    18 – Mas, ah!, nesses mundos o homem ainda é falível, e o Espírito do mal ainda não perdeu completamente o seu domínio sobre ele. Não avançar é recuar, e se ele não estiver firme no caminho do bem, pode cair novamente em mundos de expiação, onde o esperam novas e mais terríveis provas. Contemplai, pois, durante a noite, na hora do repouso e da prece, essa abóbada azulada, e entre as inumeráveis esferas que brilham sobre as vossas cabeças, procurai as que levam a Deus, e pedi que um mundo regenerador vos abrisse o seu seio, após a expiação na Terra. [O Evangelho Segundo o Espiritismo]

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                8 – A classificação de mundos inferiores e mundos superiores é antes relativa do que absoluta, pois um mundo é inferior ou superior em relação aos que se acham abaixo ou acima dele, na escala progressiva.

                    Tomando a Terra como ponto de comparação, pode fazer-se uma idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes no grau evolutivo dos povos selvagens e das nações bárbaras que ainda se encontram em nosso planeta, como restos do seu estado primitivo. Nos mundos mais atrasados, os homens são de certo modo rudimentares. Possuem a forma humana, mas sem nenhuma beleza; seus instintos são temperados por nenhum sentimento de delicadeza ou benevolência, nem pelas noções do justo e do injusto; a força bruta é sua única lei. Sem indústrias, sem invenções, dedicam sua vida à conquista de alimentos. Não obstante, Deus não abandona nenhuma de suas criaturas. No fundo tenebroso dessas inteligências encontra-se, latente, a vaga intuição de um Ser Supremo, mais ou menos desenvolvida. Esse instinto é suficiente para que uns se tornem superiores aos outros, preparando-se para a eclosão de uma vida mais plena. Porque eles não são criaturas degradadas, mas crianças que crescem.

                    Entre esses graus inferiores e mais elevados, há inumeráveis degraus, e entre os Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, é difícil reconhecer os que animaram os seres primitivos, da mesma maneira que, no homem adulto, é difícil reconhecer o antigo embrião.

    9 – Nos mundos que atingiram um grau superior de evolução, as condições da vida moral e material são muito diferentes das que encontramos na Terra. A forma dos corpos é sempre, como por toda parte, a humana, mas embelezada, aperfeiçoada, e sobretudo purificada. O corpo nada tem da materialidade terrena, e não está, por isso mesmo sujeito às necessidades, às doenças e às deteriorações decorrentes do predomínio da matéria. Os sentidos, mais sutis, têm percepções que a grosseria dos nossos órgãos sufoca. A leveza específica dos corpos torna a locomoção rápida e fácil. Em vez de se arrastarem penosamente sobre o solo, eles deslizam, por assim dizer, pela superfície ou pelo ar, pelo esforço apenas da vontade, à maneira das representações de anjos ou dos manes dos antigos nos Campos Elíseos. Os homens conservam à vontade os traços de suas existências passadas, e aparecem aos amigos em suas formas conhecidas, mas iluminadas por uma luz divina transfiguradas pelas impressões interiores, que são sempre elevadas. Em vez de rostos pálidos, arruinados pelos sofrimentos e as paixões, a inteligência e a vida esplendem, com esse brilho que os pintores traduziram pela auréola dos santos.

                    A pouca resistência que a matéria oferece aos Espíritos já bastante adiantados, facilita o desenvolvimento dos corpos e abrevia ou quase anula o período de infância. A vida, isenta de cuidados e angústias, é proporcionalmente muito mais longa que a da Terra. Em princípio, a longevidade é proporcional ao grau de adiantamento dos mundos. A morte não tem nenhum dos horrores da decomposição, e longe de ser motivo de pavor, é considerada como uma transformação feliz, pois não existem dúvidas quanto ao futuro. Durante a vida, não estando à alma encerrada numa matéria compacta, irradia e goza de uma lucidez que a deixa num estado quase permanente de emancipação, permitindo a livre transmissão do pensamento.

    10 – Nos mundos felizes, a relação de povo para povo, sempre amigáveis, jamais são perturbadas pelas ambições de dominação e pelas guerras que lhes são conseqüentes. Não existem senhores nem escravos, nem privilegiados de nascimentos. Só a superioridade moral e intelectual determina as diferentes condições e confere a supremacia. A autoridade é sempre respeitada, porque decorre unicamente do mérito e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se sobre o seu semelhante, mas sobre si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é atingir a classe dos Espíritos puros, e esse desejo incessante não constitui um tormento, mas uma nobre ambição, que o faz estudar com ardor para os igualar. Todos os sentimentos ternos e elevados da natureza humana apresentam-se engrandecidos e purificados. Os ódios, as mesquinharias dos ciúmes, as baixas cobiças da inveja, são ali desconhecidos. Um sentimento de amor e fraternidade une a todos os homens e os mais fortes ajudam os mais fracos. Suas posses são correspondentes às possibilidades de aquisição de suas inteligências, mas ninguém sofre a falta do necessário, porque ninguém ali se encontra em expiação. Em uma palavra, o mal não existe.

                    11 – No vosso mundo, tendes necessidade do mal para sentir o bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde. Lá, esses contrastes não são necessários. A eterna luz, a eterna bondade, a paz eterna da alma, proporcionam uma alegria eterna, que nem as angústias da vida material, nem os contatos dos maus, que ali não tem acesso, poderiam perturbar. Eis o que o Espírito humano só dificilmente compreende. Ele foi engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas jamais pôde representar as alegrias do céu. E isso por que? Porque, sendo inferior, só tem experimentado penas e misérias, e não pode entrever as claridades celestes. Ele não pode falar daquilo que não conhece. Mas, à medida que se eleva e se purifica, o seu horizonte se alarga e ele compreende o bem que está à sua frente, como compreendeu o mal que deixou para trás.

    12 – Esses mundos afortunados, entretanto, não são mundos privilegiados. Porque Deus não usa de parcialidade para nenhum, de seus filhos. A todos os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem até lá. Fez que todos partissem do mesmo ponto, e não dota a uns mais do que os outros. Os primeiros lugares são acessíveis a todos: cabe-lhes conquistá-los pelo trabalho, atingi-los o mais cedo possível, ou abandonar-se durante séculos e séculos no meio da escória humana. (Resumo do ensinamento de todos os Espíritos Superiores) [O Evangelho Segundo o Espiritismo]

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    SANTO AGOSTINHO

    Paris, 1862

    19 – O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece, para os homens, o fim das coisas, é apenas um meio de levá-las, pela transformação, a um estado mais perfeito, pois tudo morre para renascer, e nada volta para o nada.

    Ao mesmo tempo em que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente os progressos do homem, o dos animais seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação, porque nada fica estacionário na natureza.

    Quanto esta idéia é grandiosa e digna da majestade do Criador! E como, ao contrário, é pequena e indigna do seu poder aquela que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia da Terra, e restringe a humanidade a algumas criaturas que o habitam!

    A Terra, seguindo essa lei, esteve material e moralmente num estado inferior ao de hoje, e atingirá, sob esses dois aspectos, um grau mais avançado. Ela chegou a um de seus períodos de transformação, e vai passar de mundo expiatório a mundo regenerador. Então os homens encontrarão nela a felicidade, porque a lei de Deus a governará. [O Evangelho Segundo o Espiritismo]

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    “Ao atingir certo estágio evolutivo, a alma que sofre em sua encarnação
    presente, não mais se revolta mas se resigna e compreende que: se está
    sofrendo, é porque algo ela fez.


    Ao voltar ao mundo
    espiritual, é recebida com júbilo pelos espíritos benfeitores. Terá
    vencido mais uma etapa na senda do progresso. E poderá então viver
    experiências enquanto espírito em planos superiores, e encarnar em
    mundos felizes onde não há mais sofrimentos.”


    Mas como, seu Kardecista?

    99% das pessoas do mundo nunca ouviram falar na doutrina kardecista, a qual só é conhecida praticamente no Brasil.

    Como essas pessoas vão se resignar e concluir que “se está sofrendo é porque algo fez na encarnação passada”, se elas nem sequer tem acesso à doutrina kardecista?

    De onde vai vir essa conclusão “mágica” de que existem “vidas passadas”, e de que a sua alma cometeu “erros” em vidas passadas e agora está “pagando”?

    A imensa maioria da humanidade não tem a menor possibilidade de chegar a esta conclusão, então é muito natural que se revolte: “afinal, se eu nunca fiz mal nenhum a ninguém nessa minha vida, porque estou sendo punido com tanto sofrimento?”

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    Como essas pessoas vão se resignar e concluir que “se está sofrendo é porque algo fez na encarnação passada”, se elas nem sequer tem acesso à doutrina kardecista? 


    Resposta: Não irão se resignar, mas também não serão cobradas por não saberem. A alma só se resigna quando sofre, após inúmeras reencarnações proveitosas e após ter acesso a informação. Aquele que erra, mas não sabe que está errando tem parte de sua pena abrandada. Mas já aquele que como eu e como você, teve acesso a informação e não pode dizer que nunca ouviu falar das penas e gozos futuros, mais nos será cobrado, pois se erramos sabemos que estamos errados, e permanecemos no erro por simples rebeldia.

    De onde vai vir essa conclusão “mágica” de que existem “vidas passadas”, e de que a sua alma cometeu “erros” em vidas passadas e agora está “pagando”? 

    Resposta: Somente após inúmeras reencarnações proveitosas, e após adquirir mais conhecimentos morais e filosóficos.
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    A imensa maioria da humanidade não tem a menor possibilidade de chegar a esta conclusão, então é muito natural que se revolte: “afinal, se eu nunca fiz mal nenhum a ninguém nessa minha vida, porque estou sendo punido com tanto sofrimento?” 


    Resposta: É normal se revoltar, e aquela que se revolta por desconhecer ou desacreditar tem parte de sua pena abrandada.

    Não se turbe o seu coração, não se preocupe porque está sofrendo, o que você fez, não se preocupe com a ideia de eternidade e de vidas futuras. Viva o presente, viva o dia de hoje. Siga apenas amando ao próximo e será recompensado por isso.
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    10 – Porque aquele servo, que soube a vontade de seu Senhor, e não se apercebeu, e não obrou conforme a sua vontade, dar-se-lhe-ão muitos açoites. Mas aquele que não a soube, e fez coisas dignas de castigo, levará poucos açoites. Porque a todo aquele, a quem muito foi dado, muito será pedido, e ao que muito confiaram, mais contas lhe tomarão. (Lucas, XII: 47-48).

                11 – E Jesus lhe disse: Eu vim a este mundo para exercitar um juízo, a fim de que os que não vêem, vejam, e os que vêem, se tornem cegos. E ouviram alguns dos fariseus que estavam com ele, e lhe disseram: Logo, também nós somos cegos? Respondeu-lhes Jesus: Se vós fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como agora mesmo dizeis: Nós vemos, fica subsistindo o vosso pecado. (João, IX: 39-41).

                12 – Estas máximas encontram sobretudo a sua aplicação no ensinamento dos Espíritos. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo é seguramente culpado, se não os praticar. Mas além de não ser suficientemente difundido o Evangelho que os contêm, senão entre as seitas cristãs, mesmo entre estas, quantas pessoas existem que não o lêem, e entre as que o lêem, quantas não o compreendem! Disso resulta que as próprias palavras de Jesus ficam perdidas para a maioria. O ensinamento dos Espíritos, que reproduz essas máximas sob diferentes formas, que as desenvolve e comenta, pondo-as ao alcance de todos, tem sido de particular, ou seja, não é circunscrito. Assim, todos, letrados ou não, crentes ou descrentes, cristãos ou não cristãos, podem recebê-lo, pois os Espíritos se comunicam por toda à parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outros, pode pretextar ignorância, ou pode desculpar-se com a sua falta de instrução ou com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele, pois, que não o põe em prática para se melhorar, que o admira apenas como interessante e curioso, sem que seu coração seja tocado, que não se faz menos fútil, menos orgulhoso, menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para o seu próximo, é tanto mais culpado, quanto teve maior facilidade para conhecer a verdade.

                Os médiuns que obtêm boas comunicações são ainda mais repreensíveis por persistirem no mal, pois escrevem freqüentemente a sua própria condenação, e se não estivessem cegos pelo orgulho, reconheceriam que os Espíritos se dirigem a eles mesmos. Mas, em vez de tomarem para eles as lições que escrevem, ou que vêem os outros escreverem, sua única preocupação é a de aplicá-las as outras pessoas, incidindo assim nestas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do próximo, e não vedes a trave no vosso”. (Ver cap. X, nº 9).

                Por estas palavras: “Se fosseis cegos, não teríeis culpa”, Jesus confirma que a culpabilidade está na razão do conhecimento que se possui. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e que realmente eram, a parte mais esclarecida da nação, tornavam-se mais repreensíveis aos olhos de Deus que o povo ignorante. O mesmo acontece hoje.

                Aos espíritas, portanto, muito será pedido, porque muito receberam, mas também aos que souberam aproveitar os ensinamentos, muito lhes será dado.

                O primeiro pensamento de todo espírita sincero deve ser o de procurar, nos conselhos dados pelos Espíritos, alguma coisa que lhe diga respeito.

                O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados, e pela fé que proporciona, multiplicará também o número dos escolhidos. [O Evangelho Segundo o Espiritismo]

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    “A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é jogo escuro das ilusões.


    O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. 

    Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali

    , avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.
    Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.
    Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.
    Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! 
    É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! 
    É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!…
    Seria extremamente infantil a crença de que o simples “baixar do pano” resolvesse transcendentes questões do Infinito.
    Uma existência é um ato.
    Um corpo – uma veste.
    Um século – um dia.
    Um serviço – uma experiência.
    Um triunfo – uma aquisição.
    Uma morte – um sopro renovador.
    Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?
    E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!
    Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!
    É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira – ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas.
    Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa.
    Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma ideia dessa verdade fundamental.
    Grato, pois, meus amigos!
    Manifestamo-nos, junto vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal. A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade. 
    Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência profunda, com os seus valores coletivos.

    Não atormentaremos alguém com a ideia da eternidade. 

    Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar. 

    Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que “o espírito sopra onde quer”.

    E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao 
    grande silêncio da simpatia e da gratidão. 

    Atração e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma. 

    Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração.

    Que o Senhor nos abençoe.”
     

    [ANDRÉ LUIZ]
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    Não se turbe o seu coração.

    Não se preocupe porque está sofrendo, ou que você fez.

    Não se preocupe com a ideia de eternidade e de vidas futuras. 

    Viva o presente, viva o dia de hoje. 

    Siga apenas amando ao próximo e será recompensado por isso.
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    960. De onde procede a crença, que se encontra em todos os povos, nas  penas e recompensas futuras?

           E sempre a mesma coisa: pressentimento da realidade, dado ao homem
    pelo seu Espírito. Porque, ficai sabendo, não é em vão que uma voz
    interior vos fala e vosso mal está em não escutá-la sempre. Se
    pensásseis bem
    nisso, com a devida freqüência, vos tornaríeis melhores.

           961. No momento da morte, qual o sentimento que domina a maioria dos homens: a dúvida, o medo ou a esperança?

           A dúvida para os céticos endurecidos; o medo para os culpados; a esperança para os homens de bem.

           962. Por que há céticos, desde que a alma traz para o homem o sentimento das coisas espirituais?

           São em menor número do que supondes. Muitos se fazem de espírito forte durante esta vida por orgulho, mas no momento da morte não se conservam tão fanfarrões.

    Comentário de Kardec: A
    conseqüência da vida futura se traduz na responsabilidade dos nossos
    atos. A razão e a justiça nos dizem que, na distribuição da felicidade a
    que todos os homens aspiram, os bons e os maus não poderiam ser
    confundidos. Deus não pode querer que uns gozem dos bens sem trabalho e
    outros só o alcancem com esforço e perseverança.

          A
    idéia que Deus nos dá de sua justiça e de sua bondade, pela sabedoria
    de suas leis, não nos permite crer que o justo e o mau estejam aos seus
    olhos no mesmo plano, nem duvidar de que não recebam, algum dia, um a
    recompensa e outro o castigo pelo bem e pelo mal que tiverem feito. É
    por isso que o sentimento inato da justiça nos dá a intuição das penas e
    das recompensas futuras. [O Livro dos Espíritos]

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         990. O arrependimento se verifica no estado corpóreo ou no estado espiritual?

         No estado espiritual. Mas pode também verificar-se no estado corpóreo, quando bem compreendeis a distinção entre o bem e o mal.

         991. Qual é a conseqüência do arrependimento no seu estado espiritual?

         O desejo de uma nova encarnação para se purificar. O Espírito compreende as imperfeições que o impedem de ser feliz e aspira a uma nova existência, onde possa expiar as suas faltas. (Ver itens 332 e 975.)

         992. Qual é a conseqüência do arrependimento no estado corpóreo?

         Adiantar-se ainda na vida presente, se houver tempo para reparação das faltas. Quando a consciência reprova e mostra uma imperfeição, sempre se pode melhorar.

          993. Não há homens que só possuem o instinto do mal, sendo inacessíveis ao arrependimento?

          Já te disse que se deve progredir sem cessar. Aquele que nesta vida só possui o instinto do mal, numa outra terá o do bem, e é para isso que renasce muitas vezes, pois é necessário que todos avancem e atinjam o alvo, uns com mais rapidez, e outros de maneira mais demorada, segundo os seus desejos. Aquele que só tem o instinto do bem já está purificado, porque pode ter tido o do mal numa existência anterior. (Ver item 894.)

          994. O homem perverso, que durante a vida não reconheceu suas faltas, sempre as reconhecerá depois da morte?

          Sim, sempre as reconhece e então sofre mais porque sente todo o mal que praticou ou do qual foi a causa voluntária. Entretanto, o arrependimento nem sempre é imediato. Há Espíritos que se obstinam no mau caminho apesar dos sofrimentos, mas, cedo ou tarde, reconhecerão haver tomado uma senda falsa e o arrependimento se manifestará. É para os esclarecer que os bons Espíritos trabalham e que vós mesmos podeis trabalhar.

          995. Há Espíritos que sem serem maus, sejam indiferentes à própria sorte?

          Há Espíritos que não se ocupam de nada útil: estão na expectativa.

    Mas sofrem de acordo com a situação, e como em tudo deve haver progresso, este se manifesta pela dor.

          995 – a) Não têm eles o desejo de abreviar seus sofrimentos?

          Sem dúvida o têm, mas não dispõem de bastante energia para querer o que os poderia aliviar. Quantas pessoas entre vós preferem morrer na miséria a trabalhar?

          996.
    Desde que os Espíritos vêem o mal que resulta de suas imperfeições,
    como se explica que alguns agravem a sua posição e prolonguem o seu
    estado de inferioridade praticando o mal como Espíritos e desviando os
    homens do bom caminho?

          São os de arrependimento tardio que agem assim. O Espírito que se arrepende pode se deixar novamente arrastar ao caminho do mal por outros Espíritos ainda mais atrasados. (Ver item 791.)

          997.
    Vêem-se Espíritos de notória interioridade que são acessíveis aos bons
    sentimentos e às preces feitas em seu lavor. Como se explica que outros  Espíritos, que nos pareceriam mais esclarecidos, revelam um endurecimento e um cinismo a toda prova?

           —Aprece só tem efeito em favor do Espírito que se arrepende. Aquele que, impulsionado pelo orgulho, se revolta contra Deus e persiste nos seus erros, exagerando-os ainda, como o fazem infelizes Espíritos, nada pode receber da prece e nada receberá até o dia em que uma luz. de arrependimento o esclareça. (Ver item 664.)

    Comentário de Kardec:  Não
    se deve esquecer que. após a morte do corpo, o Espírito não é
    subitamente transformado. Se sua vida foi repreensivel é que ele era
    imperfeito. Ora, a morte não o torna imediatamente perfeito. Ele pode
    persistir nos seus erros, nas suas falsas opiniões, em seus preconceitos
    até que seja esclarecido pelo estudo pela reflexão e pelo sofrimento.

           998. A expiação se realiza no estado corpóreo ou no estado de Espírito?

           Ela se cumpre na existência corpórea, através das provas a que o Espírito é submetido, e na vida espiritual, pêlos sofrimentos morais decorrentes do seu estado de inferioridade.

          999. O arrependimento sincero durante a vida é suficiente para extinguir as faltas e fazer que se mereça a graça de Deus?

          — O arrependimento auxilia a melhora do Espírito, mas o passado deve ser expiado.

          999 – a)
    Se de acordo com isso um criminoso dissesse que, tendo de expiar o
    passado, não precisa se arrepender, quais seriam para ele as
    conseqüências?

          Se teimar no pensamento do mal, sua expiação será mais longa e  mais penosa.

          1000. Podemos, desde esta vida, resgatar as nossas faltas?

          Sim, reparando-as. Mas não julgueis resgatá-las por algumas privações pueris ou por meio de doações de após a morte, quando de nada mais necessitais. Deus não considera um arrependimento estéril, sempre fácil e que só custa o trabalho de bater no peito. A perda de um dedo, quando se presta um serviço, apaga maior número de faltas do que o cilício suportado durante anos, sem outro objetivo que o bem de si mesmo. (Ver item 726.) O mal não é reparado senão pelo bem, e a reparação não tem mérito algum se não atingir o homem no seu orgulho ou nos interesses materiais. De que lhe serve restituir após a morte, corno justificação, os bens mal adquiridos, que foram desfrutados em vida e já não lhe servem para nada? De que lhe serve a privação de alguns gozos fúteis e de algumas superfluidades, se o mal que fez a outrem continua o mesmo? De que lhe serve, enfim, humilhar-se diante de Deus, se conserva o seu orgulho diante dos homens? (Ver itens 720 e 721.)

          1001. Não há nenhum mérito em se assegurar, após a morte, um emprego útil para os bens que deixamos?

          Nenhum mérito não é bem o termo: isso vale sempre mais do que nada; mas o mal é que aquele que dá ao morrer geralmente é mais egoísta do que generoso; quer ter as honras do bem sem lhe haver provado as penas. Aquele que se priva em vida tem duplo proveito: o mérito do sacrifício e o prazer de ver felizes os que beneficiou. Mus há sempre o egoísmo a dizer ao homem: O que dás, tiras dos teus próprios gozos. E como o egoísmo fala mais alto que o desinteresse e a caridade, ele guarda em vez de dar, sob o pretexto das suas necessidades e das exigências da sua posição. Ah!, lastimai aquele que desconhece o prazer de dar, porque foi realmente deserdado de um dos mais puros e suaves gozos do homem. Deus, submetendo-o à prova da fortuna, tão escorregadia e perigosa para o seu futuro, quis dar-lhe em compensação a ventura da generosidade, de que ele pode gozar neste mundo. (Ver item 814.)

          1002.
    O que deve fazer aquele que em artigo de morte reconhece as suas faltas
    mas não tem tempo para repará-las? É suficiente arrepender-se, nesse  caso?

          O arrependimento apressa a sua reabilitação, mas não o absolve. Não tem ele o futuro pela frente, que jamais se lhe fecha? [O Livro dos Espíritos]

    AvatarFuderoso
    Número de postagens: 324

    Reencarnação e ponto final!

    AvatarLoki
    Número de postagens: 18515
    Avatarrodes
    Número de postagens: 427

    Ola caros

    Percebi que este forum está colocado pelos que creem em qualquer fantasia religiosa ou espiritual. Parabéns.
    Nada de pensamentos concretos, só fantasia. Como é bom exercitar-se o poder de vagar com a imaginação.
    Pena que tudo isso seja só isso, fantasia e evidente lucro para muitos, já que o numero dos que creem em qualquer coisa é de pelo menos 92% da humanidade.,.
    AvatarLoki
    Número de postagens: 18515

    O conhecimento sobre a teoria da reencarnação está presente na humanidade desde os tempos mais remotos. Classificá-la como fantasia espiritual é pura preguiça de estudar a nossa história.

Visualizando 15 posts - 31 até 45 (de 80 do total)
Responder a: Ressurreição x Reencarnação
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